domingo, 28 de outubro de 2012

Programa Conservação Auditiva - PCA


O planejamento de um Programa de Prevenção da Perda Auditiva Induzida pelo Ruído impõe-se como principal medida de preservação da capacidade auditiva e de prevenção de outros agravos à saúde da força de trabalho, decorrentes das PAIR, especialmente o risco a que estão expostos estes trabalhadores a acidentes do trabalho, pela redução do seu campo de percepção neuro-sensorial.
O Programa de Conservação Auditiva (PCA) é um conjunto de ações coordenadas que tem por finalidade prevenir e/ou estabilizarem as perdas auditivas ocupacionais, controlar e orientar possuidores de outras perdas auditivas e cumprir o item 7.4.8 alínea “d” e anexo 1 da NR7.
Interage com PCMSO, PPRA, PCMAT, com Recursos Humanos, Diretoria da empresa e os empregados.
Os responsáveis das empresas devem:
Buscar continuamente, preservar e garantir a Saúde e Integridade física de seus colaboradores, apoiando os Programas de Saúde e Segurança do Trabalho que visão reduzir os impactos dos riscos ambientais nos locais de trabalho.

Melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores evitando a Perda Auditiva e reduzindo os efeitos extra auditivos causados pela exposição a níveis de pressão sonora elevados, como os efeitos psicoacústicos;

Diagnosticar precocemente os casos de Perdas Auditivas Ocupacionais e identificar os hipersusceptíveis estabelecendo medidas eficazes preservando a saúde dos trabalhadores;

Identificar empregados com patologias de ouvidos não relacionados ao trabalho, encaminhando-os para tratamento adequado, mantendo-as em controle e sugerir o enquadramento na lei dos Portadores de Deficiência;
Minimizar e controlar os níveis de ruídos nos ambientes de trabalho, visando o bem estar e a saúde do trabalhador;
Propiciar melhores condições para o desenvolvimento da qualidade, produtividade e segurança no trabalho.
Adequar a empresa às exigências legais:
NR 7 - Portaria n.° 19, de 9 de Abril de 1998: Instrui sobre os parâmetros de monitorização da exposição ocupacional ao risco de exposição a pressão sonora elevada. O critério de aptidão é dado pelo médico coordenador do PCMSO e não deve ter caráter discriminatório. Além do audiograma, deve ser levado em consideração a anamnese, idade, exame otoscópico, a demanda auditiva na função, exposição não ocupacional, capacitação profissional e o PCA da empresa. Também instrui que o funcionário deve ser enquadrado no relatório anual do PCMSO;
NR 9 - Norma Regulamentadora que disciplina sobre as ações do PPRA, estabelece como condição fundamental no controle dos processos de trabalho em que há produção de ruído, o monitoramento regular das fontes de emissão e a adoção de Equipamentos de Proteção Coletiva - EPC, como enclausuramento ou abafamento e de Equipamento de Proteção individual - EPI, os denominados “Protetores Auditivos”;
NHO 01 – Normas de Higiene Ocupacional da FUNDACENTRO: Avaliação da Exposição Ocupacional ao ruído;
Decreto 4.882, de 18/11/03, assinado pelo presidente da República, que altera dispositivos do Regulamento da Previdência Social, transforma em referência oficial as Normas de Higiene Ocupacional, elaboradas e editadas pela FUNDACENTRO. 

Abaixo você pode efetuar o download do Guia Prático do Programa de Proteção Auditivo disponibilizado pela 3M e um Modelo que estou disponibilizando, que servirá de embasamento para elaboração de um programa específico de sua empresa e/ou local de trabalho.

      Termômetro de Ruído





Modelo de Programa Conservação Auditiva - PCA

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