sábado, 20 de abril de 2013

Movimentação de Cargas


As Movimentações de Cargas são uma realidade cada vez mais presente nas empresas, vários tipos de equipamentos e acessórios são empregados nos processos de movimentação de cargas, a alta tecnologia já é parte integrante destes processos. Pode ser feita manualmente ou com a utilização de equipamentos, tais como elevadores de carga, guindastes, monta-carga, pontes-rolantes, talhas, empilhadeiras, guinchos, esteiras-rolantes, transportadores de diferentes tipos...
O manuseio, elevação e movimentação de materiais e equipamentos é uma atividade que requer cuidados especiais. É importante lembrarmos que as movimentações podem ser realizadas sem causar danos aos equipamentos, cargas, meio ambiente e o principal, sem causar ferimentos aos trabalhadores, desde que alguns princípios básicos sejam observados no momento de definição dos equipamentos nos projetos básicos. 
Todos os equipamentos de elevação devem ser projetados, construídos e operados de maneira que ofereçam as necessárias garantias de resistência e segurança, além de serem conservados em perfeitas condições de trabalho, sendo expressamente proibido ultrapassar os valores máximos de capacidade de trabalho, colocando em risco as partes envolvidas. As capacidades de carga são baseadas na competência estrutural do equipamento e sua margem de estabilidade, devendo-se observar sempre as tabelas de capacidade dos fabricantes. A tabela de capacidade indicará os limites que são baseados na competência estrutural dos equipamentos. Em nenhuma condição devem ser ultrapassados os limites de carga especificados pelos fabricantes. As capacidades relacionadas nas tabelas refletem uma margem de segurança. 

Abaixo, as Normas relacionadas a movimentação de cargas

NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais
NBR ISO 4309:2010 – Equipamentos de movimentação de carga – Cabos de aço – Critério de inspeção e descarte
NBR 7500:2011 – Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamentos de produtos
NBR 14768:2012 – Guindaste articulado hidráulico – Requisitos
NBR 7557:1982 – Guindastes de pneus
NBR 8400:1984 – Cálculo de equipamentos para levantamento e movimentação de cargas
NBR 10070:1987 – Ganchos – Hastes forjados para equipamentos de levantamento e movimentação de cargas – Dimensões e propriedades mecânicas
NBR 11436-1988 – Sinalização manual para movimentação de carga por meio de equipamentos mecânicos
NBR 13545:2012 – Movimentação de carga – Manilhas
NBR 15883:2010 – Cintas têxteis para amarração de cargas
NBR 15637-1:2012 - Cintas têxteis para elevação de cargas  - Parte 1: Cintas planas manufaturadas, com fitas tecidas com fios sintéticos de alta tenacidade formados por multifilamentos;
NBR 15637-2:2012 - Cintas têxteis para elevação de cargas  Parte 2: Cintas tubulares manufaturadas, com fitas tecidas com fios sintéticos de alta tenacidade formados por multifilamentos.

Abaixo o padrão internacinal de cores de cintas para elevação conforme ABNT NBR 15.637:2012 - Cintas texttil para elevação de cargas - Cintas planas manufaturadas, com fitas tecidas com fios sintéticos de alta tenacidade formados por multifilamentos:



Cartilha de Inspeção de Cintas


Manual Técnico de Cabos de Aço

Guia de Cintas - PolifiTema



Noções Básicas de Amarração,
Sinalização e Movimentação de Cargas - SENAI




Olhar.Pensar.Fazer

Na Movimentação de Cargas, sempre faça as escolhas certas

Isso sim que é criatividade


“Se você está fazendo algo errado, não tente fazer melhor: pare de fazê-lo e comece de novo "
                                                                    Peter Drucker




Movimentação sem planejamento e/ou 
utilização de equipamento incorreto

Dimensionamento incorreto de equipamentos e/ou
não observação peso x capacidade de içamento

Isso sim que é improviso





A escolha de uma determinada empilhadeira está condicionada não só à carga que ela deverá transportar, mas também, às condições em que operará. Quando for destinada ao uso interno em indústrias, armazéns, etc., corredores e altura do local são fatores determinantes da escolha.
Cronologicamente, a primeira consideração a ser feita antes de se determinar qual a empilhadeira mais adequada é quanto ao tipo da carga ou material a ser movimentado. Também é importante definir se a empilhadeira será utilizada para transportar um ou mais tipos de cargas. Estes fatores determinam não somente qual tipo de empilhadeira deverá ser considerado para as operações, mas também quais acessórios serão exigidos.
Naturalmente, o peso é um aspecto determinante da capacidade da empilhadeira a ser adquirida. Porém, deve-se incluir a maneira como a carga será movimentada, como as dimensões variam, este é o próximo aspecto a ser considerado. Duas cargas com o mesmo peso, mas de dimensões diferentes, podem requerer tipos diferentes de empilhadeiras, já que suas dimensões alteram o centro de gravidade da carga, variando a capacidade da máquina.
Ao analisar-se o local de trabalho onde a empilhadeira operará, é necessário considerar, primeiramente, as distâncias que serão percorridas. Este fator é importante especialmente no caso das áreas externas. Quando as distâncias a serem percorridas são grandes, são necessárias empilhadeiras de maior velocidade.
Existem áreas externas pavimentadas e não pavimentadas. No caso das áreas pavimentadas, é necessário determinar o tipo de piso (concreto, asfalto, madeira, etc.), já que este piso terá que suportar o peso da empilhadeira, juntamente com o peso da carga a ser transportada e o peso do operador da máquina. Este mesmo aspecto deve ser considerado ao analisar as áreas internas. Em uso, as empilhadeiras criam cargas máximas momentâneas, denominadas cargas dinâmicas, que ocorrem durante o deslocamento. Como regra geral, as cargas em movimento são aproximadamente 20% maiores do que as cargas estáticas. No caso de terrenos não pavimentados, é necessário considerar se o terreno é irregular, etc. Estes fatores podem afetar a estabilidade da empilhadeira e, portanto, determinam não somente o modelo da empilhadeira, mas também o tipo e tamanho dos pneus a serem utilizados.
As rampas limitam a capacidade da empilhadeira pela tração disponível nas rodas e pela força disponível para mover e empilhar a carga. É importante considerar o grau de inclinação da rampa na especificação da empilhadeira adequada, capaz de vencê-la.
Estas considerações também são muito importantes, já que as empilhadeiras, com suas torres de elevação, possuem dimensões variadas, sendo necessária a escolha de um tipo que permita a passagem sob pontes, túneis, etc.
Em locais internos de operação, um fator crítico é a largura do corredor onde a empilhadeira se movimentará. Considerando que a empilhadeira precisa posicionar-se de frente à estrutura de estocagem, é necessário que o corredor permita tal manobra.
Muitas empresas, como as de transportes, exigem movimentação de cargas aéreas fechadas em vagões ou caminhões baús, além do empilhamento interno em estruturas porta-paletes. Para satisfazer a essas necessidades existem torres de elevação de diversos tamanhos e alturas.
As indústrias alimentícias, farmacêuticas e outras apresentam um aspecto adicional a ser considerado: contaminação dos seus produtos por gases. Da mesma forma, alguns ambientes fechados não permitem este tipo de poluição para não prejudicar a saúde e a produtividade dos funcionários. Estes fatores devem ser cuidadosamente analisados, pois determinarão a escolha do tipo de motor que acionará a empilhadeira: a óleo, a gasolina, gás liquefeito de petróleo (GLP) ou elétrico.



Tipos
Definição
Empilhadeiras Frontais a Contrapeso
São as que mais se adaptam a pisos irregulares, cargas pesadas, percursos longos e serviço externo. Podem ser movidas a bateria elétrica, gasolina, gás ou diesel.
Empilhadeiras Selecionadoras de Pedidos
Posicionam o operador numa plataforma elevatória junto aos garfos. O próprio operador estoca / seleciona os itens.
Empilhadeiras Pantográficas
Operam em corredores estreitos. Algumas são equipadas com mecanismo pantográfico duplo, que alcança a segunda profundidade da estrutura  porta-paletes.
Empilhadeiras Trilaterais
São projetadas para estocar cargas unitizadas em corredores muito estreitos. O mastro ou os garfos são rotatórios, para permitir empilhar sem manobras.
Empilhadeiras Trilaterais e Selecionadoras de Pedidos
São capazes de erguer o operador ao mesmo nível da carga. Estes veículos são capazes de estocar cargas unitizadas em corredores muito estreitos, de ambos os lados.
Empilhadeiras Laterais
Movimentam cargas compridas em distâncias curtas e médias. Podem ser movidas a energia elétrica ou combustão interna e são empregadas em ambientes fechados ou abertos.
Empilhadeiras de Deslocamento Manual
A elevação pode ser operada manualmente ou por bateria elétrica. O deslocamento horizontal é sempre manual.
Empilhadeiras para Contêineres
São usadas para empilhamento, carga e descarga de contêiners de veículos de transporte em terminais de contêiners.



Eles não fazem parte do Trabalho

Sempre há um Equipamento ideal para a sua Movimentação


          Os acidentes de trabalho na movimentação de cargas podem ser prevenidos através da eliminação ou, pelo menos, da redução dos riscos que acercam a movimentação de cargas. Devem ser utilizadas medidas complementares, como sinalização, Diálogos de Segurança, Avaliações constantes de comportamento de forma a observar efeitos negativos quanto a utilização dos equipamentos e principalmente as condições do ambiente de trabalho. Lembrando que o envolvimento e a participação dos trabalhos nas discussões para a eliminação dos riscos é de suma importância, tendo em vista que eles serão os mais afetados em qualquer alteração de layout e/ou introdução de novos projetos.

Exemplo de uma movimentação que não deu certo,
faltou planejamento no dimensionamento e posição dos equipamentos.










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