terça-feira, 26 de novembro de 2013

Galvanoplastia

GALVANOPLASTIA é o processo onde os íons de metais em uma solução são levados a partir de um campo elétrico para revestir o elétrodo. O objeto cuja superfície usa o pólo negativo de uma fonte de energia, o cátodo, onde ocorrerá a redução do metal que será depositado na superfície, enquanto o metal que sofre a oxidação deve ser ligado a um polo positivo, o ânodo.
Traduzindo: Galvanoplastia nada mais é que a técnica de deposição de metais em superfícies metálicas a partir do fornecimento de diferença de potencial. Este revestimento é feito, geralmente, para proteger a peça da corrosão e ou como acabamento estético e decorativo.

Cátodo: eletrodo no qual ocorre a redução (deposição do metal – objeto que será recoberto).
Ânodo: eletrodo no qual ocorre a oxidação (pode ser solúvel – neste  caso o metal do anodo vai para a solução – ou insolúvel).
Eletrólitos: São assim chamadas todas as soluções que conduzem a  corrente elétrica.
Íons: São assim chamadas as partículas carregadas que se  movimentam na solução.

APLICAÇÕES DA GALVANOPLASTIA
Proteger o substrato (metálico ou não) contra a corrosão;
Melhorar as propriedades físicas e mecânicas do substrato, como por exemplo, resistência à abrasão, condutividade elétrica;
Proporcionar e manter aspecto decorativo;
Alterar dimensões originais de determinadas peças;
Recuperar peças que sofreram desgaste.

Exemplos: Para-choques, rodas, motores, frisos, ferramentas, grades, telas, equipamentos navais, esportivos, caça, pesca, instrumentos musicais, objetos decorativos, luminárias, maçanetas, torneiras, enfeites, estatuetas, Joias e bijuterias, troféus, medalhas, relógios, fivelas, artigos fúnebres, religiosos, etc...


Na galvanoplastia são usados muitos produtos químicos perigosos. Por isso o manuseio de produtos químicos líquidos é uma parte muito importante do processo de galvanoplastia e deve-se tomar todas as precauções necessárias para garantirmos a integridade física e a saúde dos trabalhadores, normalmente expostos a produtos químicos perigosos na forma de fumaça, vapores, névoas, poeiras de metal, soluções eletrolíticas, solventes, metais pesados ​​e resíduos tóxicos.
A exposição a esses agentes químicos podem causar problemas de saúde a curto e/ou longo prazo, incluindo: Doenças de pele, irritação dos olhos, queimaduras, asma, problemas respiratórios , distúrbios nervosos e, em alguns casos, o câncer .
Efeitos adversos para a saúde, devido à exposição a produtos químicos perigosos são dependentes do tipo e quantidade de contato, o tempo de exposição e a via de entrada para dentro do corpo .
No caso dos solventes utilizados em processos de galvanização de pré - tratamento são os produtos químicos à base de petróleo que têm propriedades poderosas para dissolver sólidos orgânicos.
Eles são geralmente misturas de vários produtos químicos e podem ser particularmente perigosos.
Os solventes podem ser inalado, ingerido ou absorvido através da pele. Eles podem causar a curto prazo efeitos adversos à saúde, como a dermatite incluindo a secagem, rachaduras, vermelhidão ou bolhas da pele, dores de cabeça e sonolência, falta de coordenação, e náuseas. A exposição à alta concentrações de vapores de solventes orgânicos podem conduzir a morte.
Os efeitos a longo prazo na saúde devido a exposição a solventes incluem efeitos sobre o cérebro e o Sistema Nervoso Central/SNC, a pele, o fígado, a medula óssea , os rins, e alguns solventes são cancerígenos, podemos citar o Benzeno, esse em especial me pegou ao laborar por quase 12 anos na indústria da borracha, mas esse assunto será outra postagem, quem sabe.

Alguns solventes têm efeitos sinérgicos. Isso significa que eles terão maiores efeitos na saúde em combinação com outros perigos, por exemplo; se o trabalhar tiver hábitos de fumar ou consumir bebidas alcoólicas.

A EXPOSIÇÃO A PRODUTOS QUÍMICOS PERIGOSOS NO PROCESSO DE GALVANOPLASTIA PODEM OCORRER PRINCIPALMENTE QUANDO:

Há vazamento ou derramamento durante o processo, transporte e o armazenamento;
Durante a limpeza, manutenção ou reparação de tanques;


Quando os sistemas de exaustão falham na remoção de gases tóxicos ou agressivos, névoas, ou são mal instalados;
Se gases tóxicos são liberados devido à mistura acidental de produtos químicos incompatíveis;

Durante o processo de galvanoplastia, colocar ou remover peças das alças, ou como um resultado da ebulição excessiva ou vaporizado nas soluções eletrolíticas;
Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) inadequados ou até mesmo não usá-los;
Contato com a pele através de um Equipamento de Proteção Individual contaminados.

ESSES RISCOS PODEM SER REDUZIDOS PELO USO DE MÉTODOS DE CONTROLE, NA SEGUINTE ORDEM DE PRIORIDADE:
1 - Eliminar ou remover o perigo, por exemplo, eliminando o uso de um produto químico ou item de uma fábrica, se não for necessário;
2 - Substituir o perigo por equipamento ou substância mais segura;
3 - Isolar o perigo dos trabalhadores, por exemplo, utilizando sistemas fechados para produtos químicos, a deslocação de trabalhadores ou de barreiras físicas;
4 - Introduzir controles de engenharia, tais como guarda ou ventilação;
5 - Controles administrativos, por exemplo, limitando o tempo de exposição dos trabalhadores ao perigo;
6 - Equipamentos de proteção individual (Óculos de segurança e respiradores, embora essencial para alguns procedimentos de trabalho, deve ser o último na lista de prioridades).

As indústrias Galvânicas precisam seguir as normas que assegurem a saúde do trabalhador e o meio ambiente. Os trabalhadores devem usar equipamentos de proteção, os produtos químicos precisam ser identificados corretamente com fichas adequadas, sistema de exaustão adequado nos tanques, banheiros e refeitório em local separado e demais regras que estão nas normas de Meio Ambiente, Segurança e Saúde do Trabalho.


NORMATIZAÇÃO DOS PROCESSOS GALVÂNICOS
NBR 5996 - Zinco Primário;
NBR 6180 - Ligas de Zinco;
NBR 6323 - Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido - Especificação;   
NBR 7397 - Produto de aço ou ferro fundido revestido de zinco por imersão a quente - Determinação da massa do revestimento por unidade de área - Método de ensaio; 
NBR – 7398 - Produto de aço ou ferro fundido revestido de zinco por imersão a quente - Verificação da aderência do revestimento;
NBR 7399 - Produto de aço ou ferro fundido galvanizado por imersão a quente - Verificação da espessura do revestimento por processo não destrutivo - Método de ensaio;
NBR 7400 - Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido por imersão a quente - Verificação da uniformidade do revestimento - Método de ensaio;
NBR 7414 - Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido por imersão a quente - Terminologia;
NBR 9209 - Preparação de Superfície para Pintura – para aço carbono e aço carbono zincado;    
NBR 14267 - Elementos de fixação – peças roscadas com revestimentos de zinco por imersão a quente – Especificação;
NBR 14643 - Corrosão atmosférica – Classificação da corrosividade de atmosferas;
ISO 1459 - Proteção por galvanização por imersão a quente: princípios de orientação;     
ISO 2063 - Spray de metal de zinco e alumínio;  
ISO 2081 - Revestimentos de zinco laminados; 
ISO 3575 - Jatos contínuos galvanizados por imersão a quente.



Modelo de Controle de Engenharia


Modelo de PPRA-G


Modelo de Apresentação para treinamento
 com Dicas de Segurança em Galvanoplastia


Manual SESI - Segurança Industria Galvânica

Manual FUNDACENTRO
Ventilação Local


Guia de Boas Práticas - Votorantim


Guia Galvanização - ICZ

Avaliação Qualitativa 
Riscos Químicos FUNDACENTRO



Processo de Galvanização (Contato Químicos)

Cenas da Insdustria Galvânica - FUNDACENTRO

sábado, 2 de novembro de 2013

Gás Liquefeito de Petróleo - GLP

O Gás Liquefeito de Petróleo – GLP ou Gás LP, também conhecido como gás de cozinha, é um dos resultados do refino do Petróleo.  Ele é composto da mistura de gases hidrocarbonetos, principalmente Propano (C3H8) e Butano (C4H10), que apresentam grande aplicabilidade como combustível devido às suas características de alto poder calorífico, excelente qualidade de queima, fácil manuseio, baixo impacto ambiental, facilidade de armazenamento e transporte. Uma característica marcante do GLP é não possuir cor nem cheiro próprio. No entanto, por motivo de segurança, uma substância do grupo Mercaptan é adicionada ao GLP ainda nas refinarias. Ela produz o cheiro característico quando há um vazamento de gás. O GLP não é uma substância tóxica, porém se inalado em grande quantidade, produz efeito anestésico.



Para a armazenagem do GLP são utilizados recipientes de aço, de variadas capacidades volumétricas e formatos, abaixo temos alguns exemplos dos recipientes mais utilizados:


SUAS APLICAÇÕES

Uso residencial - Casas e condomínios
Uso comercial - Restaurantes, cozinhas industriais, padarias, supermercados, lavanderias, etc.
Uso Agrícola - Horticultura, avicultura e cultivo de grãos e sementes
Uso Industrial - Siderurgia, cerâmicas e fundições, indústria de papel e celulose, de vidro, automotiva e têxtil, entre outras.
Setor de serviços - Hóteis, móteis, clubes, academias, laboratórios e hospitais.




Um recipiente de gás deve conter em seu interior não mais que 85% do volume em líquido, portanto com 15% do volume na fase gasosa. Conforme o recipiente se esvazia o líquido vaporiza, abaixando a temperatura e consequentemente reduzindo a capacidade de vaporização.

O GLP só queima dentro de uma determinada faixa de concentração do ar, chamada de faixa de inflamabilidade, que é compreendida pelos limites inferiores e superiores de explosividade.

LIE = Limite Inferior de Explosividade

LSE = Limite Superior de Explosividade

Limite Superior: 9,5% (PROPANO); 8,4% (BUTANO)
Limite Inferior: 2,2% (PROPANO); 1,8% (BUTANO)

 -104,4 °C (PROPANO);-60 °C (BUTANO)


Todo reservatório de GLP contém uma quantidade mínima de válvulas e acessórios. Na figura abaixo podemos identificar as mais utilizadas:

  1. Válvula de consumo: Registro com válvula de corte por onde sai o vapor de Gás LP para o consumo. Alguns têm um dreno que indica o nível máximo de 85% de líquido. Este dreno é utilizado pelo operador no momento do abastecimento do tanque para certificar-se de que o tanque está cheio;
  1. Válvula de Segurança: Dispositivo de segurança que garante que a pressão interna do tanque não superará a pressão máxima de trabalho ao qual ele foi projetado. Em condições normais de uso esta válvula jamais se abrirá, porém em caso de algum incêndio junto a central de gás ela pode se abrir e purgar uma certa quantidade de gás. Esta purga automática pode até fazer com que se amplifique o incêndio, porém ela garante que o tanque sofra uma ruptura e a ruptura do tanque levaria a um dano muito maior e sem controle;
  1. Válvula de enchimento: Conexão utilizada pelo operador para acoplar a pistola de enchimento; 
  1. Medidor de nível de líquido: Também chamado por magnetron, tem a função de indicar a porcentagem de líquido contido no tanque em relação a sua capacidade. Por exemplo: se um tanque com capacidade de 500kg tem indicado 40% em seu magnetron, ele deve conter aproximadamente 200kg de GLP no estado líquido.
Ficha de Emergência

 FISPQ 



Principais Normas Aplicadas a Manipulação de GLP:

 AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO – ANP ( RESOLUÇÃO ANP Nº 5, DE 26.2.2008 - DOU 27.2.2008) Adota a NBR 15514 (revoga Portaria nº 27 do DNC);
Resolução ANP Nº 35 - Adota a NBR 15186.
Resolução ANP Nº 05 - Adota a NBR 15514 (revoga Portaria nº 27 do DNC).
Portaria ANP Nº 47 – Estabelece a regulamentação para execução das atividades de projeto, construção e operação de transvazamento de sistemas de abastecimento de gás liquefeito de petróleo – GLP a granel.
NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão.
NBR 5419 - Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas.
NBR 8613 - Mangueiras de PVC plastificado para instalações domésticas de gás liquefeito de petróleo.
NBR 13103 - Instalação de aparelhos a gás para uso residencial.
NBR 13419 - Mangueira de borracha para condução de gases GLP/GN/GNF.
NBR 13523 - Central predial de gás liquefeito de petróleo – GLP.
NBR 13714 - Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio.
NBR 14024 - Central de gás liquefeito de petróleo (GLP) - Sistema de abastecimento a granel – Procedimento operacional.
NBR 14095 - Transporte rodoviário de produtos perigosos - Área de estacionamento para veículos – Requisitos de Segurança.
NBR 14177 - Tubo flexível metálico para instalações de gás combustível de baixa pressão.
NBR 15186 - Base de armazenamento, envasamento e distribuição de GLP - Projeto e Construção.
 NBR 15526 - Redes de distribuição interna para gases combustíveis em instalações residenciais e comerciais - projeto e execução.
NR 13 Caldeiras e Vasos de Pressão
NR 20 Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis
 NFPA 58 Liquefied Petroleum Gas Code

Modelo de Curso de Integração NR 20
Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis
Básico 4hs
(Esse slide é apenas uma base, complete com seu conhecimento e as características de sua unidade, não se esqueça de baixar os vídeos para incluir no treinamento. Bom treinamento!!)

Cartilhas/Manuais - SINDIGÁS










Manual de Segurança - SINDIGÁS

NFPA 58 Liquefied Petroleum Gas Code 
Edição 2004


Manual de Análise de Segurança
 contra Incêndio GLP
Baseado na NFPA 58 Liquefied Petroleum Gas Code - Edição 2004


Explosão GLP Centro do Rio de Janeiro

Explosão Depósito GLP

Explosão refinaria PEMEX
Reynosa (Tamaulipas/México) 18-set-2012
O incêndio na unidade de gás da Petróleos Mexicanos (Pemex) em Reynosa, 
no norte do México, matou 26 pessoas e deixou sete desaparecidos.

Explosão de Gás 

GLP FUNDACENTRO