quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Proteção de Máquinas e Equipamentos - NR 12

    O objetivo das proteções de Máquinas e Equipamentos é eliminar/neutralizar, na medida do possível o perigo mecânico gerado por partes, ou componentes das máquina e equipamentos, por meios técnicos  e operacionais mais adequados, nenhum trabalhador deve executar suas atividades expondo-se às zonas de perigo desprotegidas. As proteções devem oferecer uma barreira que impeça a entrada das mãos ou dos dedos do operador para o ponto de operação.
    A proteção de máquina e equipamento é uma barreira mecânica ou eletroeletrônica que impede o acesso às zonas de perigo. As partes do corpo ficam protegidas de um contato com as áreas que oferecem riscos e a integridade física dos trabalhadores é preservada de forma a não permitir que os trabalhadores não burlem os mecanismo de segurança, conforme preconizado na NR 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos. 
Máquinas e Equipamentos em movimento são particularmente perigosos. Mesmo movendo-se lentamente os eixos podem pegar roupas, cabelos, dedos e mãos dos trabalhadores vindo a causar muitas lesões, que podem ser evitados com uma proteção adequada e sinalizações, para lembrar os funcionários dos perigo ali existente.


As proteções de máquinas e equipamentos devem:

Evitar contato: Uma proteção deve impedir que um trabalhador possa entrar em contato com um perigo. Isto inclui braços, pernas e dedos. Aberturas das proteções entre  às máquinas devem ser pequeno o suficiente para que uma pessoa não pode entrar em contacto com qualquer perigo dentro da máquina;
Inibir sua remoção: Não deve ser fácil de remover ou burlar uma salvaguarda. As proteções fixas ligadas as máquinas devem exigir ferramentas para sua remoção.
Dica: Se você não tem certeza sobre as diretrizes de segurança apropriadas para cada tipo de Máquina e Equipamento, contrate uma empresa especializada para adequação de suas instalações. É importante ressaltarmos que as proteções não devem criar o seu próprio risco. A instalação de uma proteção não deve criar perigos adicionais.


Devemos elevar a consciência de segurança no local de trabalho demonstrando as consequências
de se burlar e/ou remover as proteções de máquinas e equipamentos. 


PROTEÇÕES FIXAS: São as proteções de difícil remoção, fixadas normalmente no corpo ou estrutura da máquina. Essas proteções deverão ser mantidas em sua posição fechada sendo de difícil remoção, fixadas por meio de solda ou parafusos, tornando sua remoção ou abertura impossível sem o uso de ferramentas. Podem ser confeccionadas em tela metálica, chapa metálica ou policarbonato.

PROTEÇÕES MÓVEIS: Essas proteções geralmente estão vinculadas à estrutura da máquina ou elemento de fixação adjacente que pode ser aberto sem o auxílio de ferramentas. As proteções móveis (portas, tampas, etc) devem ser associadas a dispositivos de intertravamento de tal forma que:
A máquina não pode operar até que a proteção seja fechada;
Se a proteção é aberta quando a máquina está operando, uma instrução de parada é acionada. Quando a proteção é fechada, por si só, não reinicia a operação, devendo haver comando para continuação do ciclo;
Quando há risco adicional de movimento de inércia, dispositivo de intertravamento de bloqueio deve ser utilizado, permitindo que a abertura de proteção somente ocorra quando houver cessado totalmente o movimento de risco.




ENCLAUSURAMENTO 
Essa proteção deve impedir o acesso à zona de perigo por todos os lados. Possuem frestas que possibilitam somente o ingresso do material e não da mão ou dedos. Suas dimensões e afastamentos devem obedecer a NBR NM 13852:2003, e NBR 13854. Pode ser constituída de proteções fixas ou móveis dotados de intertravamento por meio de chaves de segurança, garantindo a pronta paralisação da máquina sempre que forem movimentadas, removidas ou abertas conforme NBR NM 272:2002 e 273:2002.



COMANDO BI-MANUAL 
Este dispositivo exige a utilização simultânea das duas mãos do operador para o acionamento da máquina, garantindo assim que suas mãos não estarão na área de risco. Para que a máquina funcione, é necessário pressionar os dois botões simultaneamente com defasagem de tempo até 0,5s (atuação síncrona, conforme NBR 14152:1998, item 3.5).
Os comandos bi-manuais devem ser ergonômicos e robustos, e possuir autoteste, sendo monitorados por CLP ou relê de segurança. A interrupção de um dos comandos bi-manuais resultará em sua parada instantânea. O autoteste garante a condição de não-acionamento em caso de falha de um dos componentes do circuito elétrico do comando bi-manual; atende, assim, o item 12.2.2 da NR 12 da Portaria 3214/78, NBR 13930:2001 e NBR 14152:1998 – Segurança em máquinas – Dispositivos de comando bi-manuais, aspectos funcionais para projeto. O número de comandos bi-manuais devem corresponder ao número de operadores na máquina, com chave seletora de posição tipo yale ou outro sistema com função similar, deforma a impedir o funcionamento acidental da máquina sem que todos os comandos sejam acionados, conforme a NBR 14154:1996.



CORTINA/GRADE DE LUZ
O sistema cortina de luz consiste de um transmissor, um receptor e um sistema de controle. O campo de atuação dos sensores é formado por múltiplos transmissores e receptores de fachos individuais. Para cada conjunto de transmissores e receptores ativados, caso o receptor não receba o feixe luminoso de infravermelho do transmissor, é gerado um sinal de falha. A cortina de luz deverá ser adequadamente selecionada de acordo com o tamanho (altura de proteção) e a resolução (capacidade de resolução da cortina = percepção de dedos ou mão), e posicionada a uma distância segura da zona de risco, levando em conta o tempo total de parada da máquina conforme a EM 999:1998 e IEC EM 61496:2004 Part 1 e Part 2, devendo ainda ser certificada como categoria 4 e monitorada por relês ou CLP de segurança. Não serve como dispositivo de segurança das prensas mecânicas excêntricas de engate de chaveta e seus similares, prensas de fricção com acionamento por fuso, martelo de queda e martelo pneumático.



DISPOSITIVOS DE PARADA DE EMERGÊNCIA
São dispositivos com acionadores, geralmente na forma de botões tipo cogumelo na cor vermelha, colocados em local visível na máquina ou próximo dela, sempre ao alcance do operador e que, quando acionados, tem a finalidade de estancar o movimento da máquina, desabilitando seu comando. Devem ser monitorados por relê ou CLP de segurança.
As prensas e similares devem dispor de dispositivos de parada de emergência que garantam a interrupção imediata do movimento da máquina, conforme a NBR 13759:1996. Quando forem utilizados comandos bi-manuais conectáveis por tomadas (removíveis), que contenham botão de parada de emergência, e este não pode ser o único, deve haver um dispositivo de parada de emergência no painel ou corpo da máquina ou equipamento. Havendo vários comandos bi-manuais para o acionamento de uma prensa ou similar, estes devem ser ligados de modo a garantir o funcionamento adequado do botão de parada de emergência de cada um deles. Nas prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta ou de sistema de acoplamento equivalente (de ciclo completo) e em seus similares, admite-se o uso de dispositivos de parada que não cessem imediatamente o movimento da máquina ou equipamento, em razão da inércia do sistema.




 REQUISITOS LEGAIS E NORMATIVOS 
APLICADOS A SEGURANÇA DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

§ NR 12 Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos;
§ NR 10 Segurança em Instalações e Serviços Elétricos;
§ NBR NM 272:2002 – Segurança de máquinas – Proteções – Requisitos gerais para o projeto e construção de proteções fixas e móveis; 
§ NBR NM 273:2002 – Segurança de máquinas – Dispositivos de intertravamento associados a proteções – Princípios para projeto e seleção; 
§ NBR 13759:1996 – Segurança de máquinas – Equipamentos de parada de emergência – Aspectos funcionais – Princípios para projeto; 
§ NBR NM-ISO 13852:2003 – Segurança de máquinas – Distâncias de segurança para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros superiores;
§ NBR NM-ISO 13853:2003 – Segurança de máquinas – Distâncias de segurança para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros inferiores; 
§ NBR NM-ISO 13854:2003 – Segurança de máquinas – Folgas mínimas para evitar esmagamento de partes do corpo humano;
§ NBR ISO 12100:2013 - Segurança de máquinas - Princípios gerais de projeto - Apreciação e redução de riscos;
§ NBR 14152:1998 – Segurança de máquinas – Dispositivos de comando bimanuais – Aspectos funcionais e princípios para projeto;
§ NBR 14153:2013 – Segurança de máquinas – Partes de sistemas de comando relacionadas à segurança – Princípios gerais para projeto;
§ NBR 14154:1998 – Segurança de máquinas – Prevenção de partida inesperada;
§ OSHA 3170-02R – 2007 Safeguarding Equipment andProtecting Employees from Amputations;
§ OSHA 29 CFR 1910.215 Abrasive wheel machinery;
§ OSHA 29 CFR 1928.52 Guarding of farm field equipment, farmstead equipment, and cotton gins.



Modelo de Inventário de Máquinas e Equipamentos NR 12

Nessa minha publicação estou disponibilizando um modelo de inventário bem dinâmico e funcional, vale a pena dar uma conferida lá.



Solução para a Construção Civil
                                                         Fonte: Arquivo pessoal

Modelo de Treinamento de Capacitação - Anexo II NR 12


Modelo Programa de Prevenção de Riscos em 
Prensas e Equipamentos Similares - PPRPS


Cartilha de Segurança em Máquinas e 
Equipamentos para Calçados - ABRAMEQ

Manual de Segurança NR 12
Princípios Básicos - ABIMAQ

Manual de Segurança em Máquinas 
de Papel e Papelão - SINTIPEL

Livro A História das Máquinas - ABIMAQ

OSHA - Safeguarding Equipment and 
Protecting Employees from Amputations

Acidentes de trabalho com máquinas 
Identificação de riscos e prevenção






Tempos Modernos



Dispositivos alternativos de proteção

Máquinas e Equipamento - SESI

Proteção de Máquinas

Simulação de Acidente por falta de bloqueio e sinalização

Como sofrer um acidente (Pato Donald)


VÍDEOS DIVERSOS

Acidente Máquina Agrícola
Acidente em Trator devido a falta de proteção em Cardã

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