domingo, 5 de outubro de 2014

Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Toda matéria que compõem o rejeito de um processo é considerado um resíduo, que pode ser sólido, líquido ou gasoso e o ideal seria que todos os processos fossem livres de rejeitos, toda a matéria-prima que entrasse na produção deveria sair como um produto final. Nas empresas onde há implementada a gestão estratégica para o desenvolvimento sustentável, muitos dos seus rejeitos retornam ao processo de produção ou são enviados para outros processos, como subprodutos, retornando assim ao ciclo da cadeia produtiva. Importante lembrarmos que os resíduos gerados nos processos produtivos, normalmente são considerados como fonte de perdas, e se deve ter investimentos em infra-estruturas e novas tecnologias que reduzam essas perdas. Normalmente as questões econômicas que envolvem a introdução de novas tecnologias é um dos maiores problemas para a não continuidade dos projetos, mas devemos demonstrar com estudos de minimização de geração de resíduos, que os investimentos são diluídos ao longo dos anos, com ganhos significativos o que normalmente acabam viabilizando novos projetos.
Quando falamos na Gestão de Resíduos Industriais, devemos ter como objetivo principal a implementação de um sistema que elimine e ou minimize a sua geração, criando estratégias de sustentabilidade que agregam valor aos resíduos. Pensando assim, devemos fazer o uso racional da matéria-prima, aperfeiçoando o processo produtivo, melhorando o desempenho e consequentemente a redução de custos de forma global, e ainda investirmos em conscientização da mão de obra.
Quando todas as possibilidades de geração, redução, reprocessamento, reciclagem, forem esgotadas, devemos destinar os resíduos de forma segura e adequada, de forma a minimizar os impactos ambientais atendendo as legislações Federais, Estaduais e Municipais. Além dos requisitos legais devemos observar outros requisitos. 


Para implementarmos a Gestão dos Resíduos Industriais, o primeiro passo é elaborarmos  o Manual de Gerenciamento de Resíduos, onde deve constar todas as referências em conformidade com as legislações vigentes, em especial a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que servirá de subsídio na orientação para o direcionamento de uma Gestão efetiva.  Quanto a elaboração do Manual, é importante deixarmos explicito quais são os controles de documentos, recursos, funções, responsabilidades, competências e os treinamentos necessários. De forma a garantirmos sua efetiva implementação e operacionalidade.
Agora que já elaboramos nosso Manual com todas as diretrizes, vamos elaborar a planilha de gerenciamento de resíduos, pautados na NBR 10.004 Resíduos Sólidos - Classificação da Associação Brasileira de Normas Técnicas/ABNT, de forma a possibilitar a correta caracterização de todos os resíduos gerados na empresa, identificando os geradores, estados físicos, quantidades, importante inventariarmos todos os resíduos, não perigosos e perigosos que podem estar presentes até mesmo como contaminantes e ainda, descrevendo todas as fases: Armazenamento, Tratamento e Destinação final. Não devemos esquecer de nenhum resíduo, que vai desde os resíduos gerados nos processos produtivos, passando pelos efluentes líquidos gerados pelos processos, as embalagens, materiais eletrônicos como pilhas, cartuchos de impressoras, entre outros materiais. Abaixo é disponibilizado um modelo de planilha para downloads. Fique a vontade para fazer os ajustes necessários.

Importante ressaltarmos a importância da Logistica asreveR, que deve ser considerada na elaboração do nosso Manual. Hoje no Brasil, temos leis que obrigam as empresas a recolher, desmontar e processar seus produtos de pós-consumo. Esse setor pode obter benefícios nesse processo reverso, mas ainda falta conhecimento, conscientização e criatividade, que pode criar diversas oportunidades e soluções, na redução de custos com vantagens competitiva sustentável que agregam valores sócio-ambientais e econômicos, que pode ser o grande diferencial do negócio. Alguns setores já se destacam nesse processo que são: Produtores de Agrotóxico, pneus, pilhas, baterias, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos. Falando em Logística, temos que credenciar o transportador, verificando o atendimento a legislação específica que atribui responsabilidades ao Gerador, Transportador e ao Receptor, que no mínimo deve-se apresentar o Certificado de Movimentação de Resíduo de Interesse Ambiental (Individual ou Coletivo), Licença de Operação (LO) ou Certificado de Dispensa de Licença (CDL), Manifesto e Comprovante de coleta, Ficha e Envelope de Emergência, Plano de Emergência, entre outros documentos.
Já a seleção dos prestadores de serviços que irão gerir todos os resíduos, temos que dar especial atenção, principalmente nos locais onde serão feitos os tratamentos e a disposição final, e aqui podemos citar os processos usuais tais como: os aterros sanitários, industriais, processadores biológicos, compostagem, incineração ou co-processamento, entre outros processos de destinação final.
Por fim, devemos investir na conscientização de todos, pois os aspectos positivos de um processo de Gerenciamento de Resíduos, constitui-se da principal ferramenta de melhoraria do um processo produtivo, garantindo a redução dos custos, menor geração de resíduos, reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva, redução dos riscos e impactos ambientais e consequentemente na preservação de recursos naturais.

Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
PGRS

 Modelo de Planilha de Gerenciamento de Resíduos


Manual de Boas Práticas ABRELPE
       

Manual de Gerenciamento de Resíduos - SEBRAE/FIRJAN

Cartilha Política Nacional de Resíduos Sólidos 

Manual Gerenciamento de Resíduos Sólidos
Instituto Brasileiro Administração Municipal - IBAM

Plano de Gestão de Resíduos Sólidos
Manual de Orientações

Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
ANVISA