domingo, 14 de junho de 2015

Amebíase e Saneamento Básico

Amebíase é uma infecção parasitária que acomete o intestino do homem. Ocorre em países subdesenvolvidos com climas tropicais e subtropicais, sendo comum em áreas onde o saneamento básico é deficiente e o abastecimento de água é precário, permitindo que alimentos e águas sejam expostos à contaminação fecal. Estima-se que existam cerca de 480 milhões de pessoas infectadas por Amebíase no mundo.
A Organização Mundial de Saúde - OMS, define saneamento como o controle de todos os fatores do meio físico do homem, que exercem ou podem exercer efeitos nocivos sobre o bem-estar físico, mental e social (CERQUEIRA E FRANCISCO, 2012).
Segundo relatório da Organização Mundial de Saúde/UNICEF para abastecimento de água e saneamento, aproximadamente 1,8 bilhão de pessoas no planeta consomem água com altos níveis de coliformes fecais, 2,5 bilhões de pessoas ainda não tem acesso a saneamento e 1,1 bilhão de pessoas defecam a céu aberto, ou seja, 15% da população do planeta (UN WATER 2014).

Na universidade tivemos a oportunidade de realizarmos um estudo, e apresentarmos um seminário de Microbiologia sobre o parasita ou protozoário Amebíase, apresentando os tópicos de Epidemiologia, Diagnóstico, Morfologia, Ciclo Biológico, Classificação, Sintomas, Tratamento e Profilaxia, utilizando-se da metodologia de fundamentação teórica de revisões e pesquisas bibliográficas, através de livros e sites relacionados com o tema proposto.
Analisando os aspectos e impactos do tratamento de esgoto sanitário, da população abastecida por sistema de abastecimento de água e a taxa de internação por amebíase no Brasil. Com esse trabalho observamos que as regiões mais pobres e com baixos índices de tratamento de esgotos e águas têm o maior número de internações por Amebíase.
Com esse breve estudo de revisão bibliográfica, conseguimos compreender melhor a relação da Engenharia Ambiental e Sanitária com a Saúde Pública. A importância do acesso de todos a tratamento de águas e esgotos, realizando uma comparação entre a falta de acesso à água e esgoto tratados e regiões de extrema pobreza, com as taxas de internação por Amebíase. 
É inegável a importância dos serviços de saneamento básico, tanto na prevenção de doenças, quanto na preservação do meio ambiente e para isso, são necessárias ações e recursos para investir em saneamento básico para a prevenção e controle de doenças, mas a população precisa mudar seu comportamento, incorporando atitudes básicas no seu dia a dia, adotando hábitos de higiene.
Abaixo, estou disponibilizando todo o material consultado para a apresentação do Seminário de Microbiologia, inclusive o link da apresentação em Prezi. (Clicando nas imagens você será direcionado para os downloads).

"Tratar água e esgoto é tratar com a vida das pessoas."
(Rosane Radunz Coimbra)
 Engenheira Civil, Superintendente de Operações do DMAE de Porto Alegre.



Bibliografias pesquisas: Disponíveis no acervo bibliográfico da Universidade

CIMERMAN, Benjamin; CIMERMAN, Sérgio. Parasitologia Humana E Seus Fundamentos Gerais. 2ª ed. São Paulo: Atheneu, 2005. 390 P.

MARKELL, E. K.; JOHN, D. T.; KROTOSKI, W. A. Markell & Voge – Parasitologia Médica. Editora Guanabara Koogan – 2003.

NEVES, David Pereira (Ed.). Parasitologia humana. 11. ed. São Paulo: Atheneu, 2005. cap. 24.

REY, Luís. Parasitologia: parasitos e doenças parasitárias do homem nas Américas e na África. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2001. [11 p.], 856 p.

Sites pesquisados: Estatísticas/Gráficos (Tratamento de águas, Esgotos e internações por Amebíase).
Sistema de Avaliação da Qualidade da Água, Saúde e Saneamento. ICICT - Fiocruz. Dados Estatísticos. Disponível em: http://www.aguabrasil.icict.fiocruz.br/.

Relatório mundial de abastecimento de água e esgotamento sanitário. UN-Water. Disponível em: http://www.unwater.org/.

Ranking do Saneamento. Instituto Trata Brasil. Disponível em: http://www.tratabrasil.org.br/


Apresentação em Prezi













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